Da Telona – Jumper
Salve, pessoas! Sim, eu sei que o blog está capengando e acumulando pó em alguns cantos, mas em breve isso vai mudar. Hoje temos um filme que ainda está em cartaz, Jumper, com Hayden Christensen (O Anakin Skywalker dos episódios II e III de Star Wars) e Rachel Bilson (a Summer da finada série The O.C.).
ATENÇÃO: essa coluna sempre contém spoilers após o break. Se você não quer saber pedaços da história, não continue.
Aos spoiler adopters: eu não conto o final do filme, mas acabo revelando alguns detalhes e partes do plot. Se você tolera isso, manda ver!

Jumper conta a história do garoto-clichê David Rice, o típico garoto tímido de colégio americano. Zoado por todos e apaixonado pela bonitinha do colégio, David descobre ser diferente dos outro após a maior cagada de sua vida: vai até o meio do rio congelado para buscar o presente da bontinha que o valentão da escola tinha jogado longe. Obviamente, o gelo racha e o moleque é arrastado pela correnteza para uma morte agonizante.
Porém, caros amiguinhos, não é o que acontece… num breve instante, David é teleportado para a biblioteca municipal (trazendo também um pouco d’água). Depois de mais uns três transportes para o mesmo lugar, David começa a pegar a manha dos seus novos poderes e resolve usá-los da maneira que a maioria gostaria: benefício próprio.
Os anos passam, Rice vira Hayden Christensen e o caldo entorna. O personagem de Samuel L. Jackson, Roland, aparece do nada quebrando meio mundo para matar o jumper, entoando o repetitivo “apenas Deus deveria ter o poder de estar em todos os lugares” e enchendo o saco como um psicótico cheio de recursos. Pois é, até o muthafucka do cinema enche o saco.
Daí pra frente a película passa em um ritmo frenético e desconexo, com Rice buscando seu amor de infância na cidadezinha capenga, várias mortes e um tsunami de efeitos especiais.
O legal dessa parte é a introdução de Griffin (Jamie Bell, o moleque de Billy Elliot), que também é um jumper, com a pequena diferença de ter conscientemente descoberto seus poderes aos seis anos de idade e já ter Roland em seu pé desde então. O estressado avisa Rice que ele se enfiou em uma guerra milenar, na qual a organização dos Paladinos utiliza tudo que é possível para exterminar os jumpers.
Após mais ação e cartões postais virando cenas de pancadaria (=D), o filme cai num clichê violento e acaba sem realmente explicar nada sobre os humanos com poderes. Espero que isso seja solucionado no próximo filme, pois a deixa para continuação é tão óbvia que até ficaria mal se não o fizessem.

Apesar de tudo, Jumper vale o ingresso. Compre pipoca, desligue o cérebro e tente esquecer que Hayden está ali.





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Diretor de Letras